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4 de Abril de 2020

Brasil - O gigante do futuro ou um gigante sem futuro

Marcelo da Costa Honorato, Advogado
há 5 anos

Aqueles que já passaram dos 50 anos, lembram muito bem da antiga retórica nacionalista bombardeada quase que diariamente na mídia, de que o Brasil, seria um gigante adormecido, uma grande "potência do futuro", o celeiro dotado de riquezas naturais desconhecidas e incalculáveis, de um povo alegre, festivo e ordeiro, a nação mais feliz do mundo.

Na roda e tempo da vida, o futuro se tornou o presente várias e reiteradas vezes, e o que vimos ao longo do caminho não foi nada animador. A educação piorou, não só na qualidade de ensino, mas na forma e ambiente em que se desenvolve, uma vez que os professores, em tempos passados, amados e respeitados, passaram a ser agredidos fisicamente e ameaçados de morte em sala de aula, e nada é feito de prático para cessar este descalabro.

A saúde está as moscas, em pior situação do que no passado. A criação dos Planos Particulares de Saúde, transformou o setor em um grande e bilionário negócio empresarial, onde o que menos preocupa e interessa é o bem estar do cidadão e sim o custo para a manutenção dos ganhos e regalias das empresas que atuam no seguimento. O Governo se fingiu de cego e surdo, abrindo mão de sua inderrogável prerrogativa de cuidar da saúde pública, para lançar o povo a própria sorte ou seja, quem não tem ou se programa para as duras penas manter um plano caro de saúde privada, que se vire com o público, na forma deplorável como se encontra, pois é o que sobra.

O transporte público é uma vergonha nacional. Os noticiários expõe diariamente as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros ao sair de casa para trabalhar, estudar, viajar. As estradas, apesar da enorme carga de tributos, impostos, taxas e multas veiculares, se transformaram em um campo minado de buracos. A saída, como sempre a mais fácil, foi privatizar ou melhor, beneficiar meia dúzia de empreiteiras, criando pedágios escorchantes em todo território nacional. Um absurdo revoltante.

Fiz esta pequena introdução para chegar onde quero.

Os escândalos de corrupção que tomam conta do País: mensalão; petrolão e outros que ainda serão abertos (Empréstimos do BNDES; Receita Federal etc) nos levam a firme convicção que os ideais ufanistas se perderam no caminho, ou seja, o dinheiro, o poder e a notoriedade justificam os meios e os fins. A impunidade é regra, eis que até mesmo a penalização dos grandes e confessos criminosos do colarinho branco, são pífias e estimulantes a continuidade da roubalheira.

O País perdeu o norte, não possui um planejamento sério e sustentável de futuro ou seja, os Poderes Constituídos não trabalham em conjunto, restando apenas a uma meia dúzia de destemidos heróis de ocasião, manter acesa a chama de mudança e honestidade de um país-continente de milhões de brasileiros.

Assim sendo, cabe apenas aos cidadãos de bem, manter as suas próprias rotinas, promovendo pequenas transformações positivas no simples contexto diário de suas atividades, seja no trabalho, no lazer ou em família, transmitindo aos seus, os bons conceitos herdados e adquiridos.

De resto salta como evidente, apenas a certeza, que a vida com saúde e moral é bela, mais é curta, isto representa dizer que as gerações se sucedem, os vícios e problemas se perpetuam, o tempo urge, e compete a você, pessoa individual promover as mudanças que deseja, mesmo que em pequenas ações, de restrito público.


Marcelo da Costa Honorato - Advogado OAB/ES 5.244

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